O governo federal expressou preocupação e não quer a legalização dos bingos no Brasil, de acordo com o que foi dito ontem por representantes dos Ministérios da Justiça e das Finanças, o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (COAF) e Caixa Econômica Federal. As principais argumentos contra a legalização é a incapacidade de controlar o sector de forma eficaz, e as manobras de abertura de branqueamento de capitais e evasão fiscal. Até agora, nenhum calendário preciso para a votação do projeto.

Apesar da posição dos vários funcionários do governo federal na Deputados foram apresentados ontem, o legislador Cândido Vaccarezza (PT-SP), a representantes do governo de liderança na Câmara, argumentou que “existem diferentes posições” para legalizar bingo dentro do próprio governo federal.

“O governo não vai interferir: não haverá posições contra ou a favor do bingo. O veredicto será anunciado no momento da votação”, disse o líder do bloco, que favorece a liberação de bingos no Brasil,.

Segundo a presidente da Câmara dos Deputados, Michel Temer (PMDB-SP), sem data definida para a votação do projeto de lei, em curso desde 2003.

Na audiência pública, que durou cerca de quatro horas, ficou claro que desde que a Reserva Federal e do COAF não quero ser responsável pela fiscalização de bingo.

O presidente da Controle de Atividades Financeiras (COAF), Antônio Gustavo Rodrigues, defendeu que os mecanismos para mitigar os riscos das salas de jogo contidas na proposta são insuficientes. O projeto prevê que as salas de bingo 1.500 contribuir mensalmente com 20 mil dólares, o que significaria 360 milhões dólares por ano para a sua supervisão. Eles até discutiram a criação de um órgão específico responsável pela regulamentação dos jogos. “Seria importante para essa indústria, independentemente da aprovação do bingo, uma entidade com a capacidade de controlar de forma eficaz”, disse o presidente do COAF.

“O Internal Revenue Service sofreu recentemente uma reestruturação e monopolizado muitas habilidades relacionadas às autoridades fiscais brasileiras, dentro de seus conhecimentos e experiência, não seria capaz de cobrir mais essa atividade”, argumentou Maria Priscila Santana, do Ministério da Finanças.

O Ministério Público, Leonardo Cardoso de Freitas, por exemplo, disse que a Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR) é contra a legalização do bingo, porque sua atividade seria facilitar crimes, como lavagem de dinheiro e evasão fiscal fiscal.

Freitas garante igualmente que o sistema de controlo previstas nas contas em análise Câmara não devem ser implementadas. “Nós estamos céticos quanto à capacidade da Reserva Federal e do Conselho de Controle de Atividades Financeiras no exercício de um controle efetivo de tais atividades.” A forte crítica ao projeto foi o Secretário Nacional de Justiça Romeu Tuma Junior. “Vamos abrir as portas para a lavagem de dinheiro eo crime organizado”, disse ele.

De acordo com Tuma Júnior, a aprovação do projeto pode tornar Brasil obter um assento permanente no Conselho de Segurança das Nações Unidas (ONU). “Se o texto for aprovado, não estão a cumprir a resolução da ONU no que diz respeito aos mecanismos de combate à lavagem de dinheiro”, disse ele.

A Caixa Econômica Federal não quer fiscalizar o sector. O gerente de padrões e planejamento de Nacional de Gestão de Canais Físicos Parceiros da Caixa e, Admilson Esashika, disse que a organização não quer ser responsável pelo controle do jogo de bingo, videobingo e caça-níqueis. “Essas atividades são muito diferentes de loterias, que opera diretamente Caixa”, disse.

Esashika também afirmou que os valores dos órgãos reguladores para a análise proposta na Câmara são insuficientes. “Há possibilidades de um efetivo controle desses recursos”, argumentou.

Por sua parte, representantes de bingo saiu em favor da proposta. Eles argumentaram que a legalização vai criar cerca de 100 000 postos de trabalho nas salas de jogo de 1500. O presidente da Associação Brasileira de Bingos (Abrabin), Olavo Sales da Silveira, a expectativa de receita de 27.000 milhões de dólares brutos por ano. “Podemos dizer que cerca de 7 bilhões por ano é transferido para os cofres públicos”, disse ele.